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Papel da universidade na superação da crise brasileira é destacado em mesa-redonda

Publicado: Sexta, 20 de Outubro de 2017, 14h18 | Última atualização em Sexta, 20 de Outubro de 2017, 14h46 | Acessos: 862

Como lugar, por excelência, de reflexão crítica sobre a realidade e de elaboração de programas de pesquisa, ensino e extensão relevantes para o país, a universidade deve assumir posição central na formulação de um programa nacional para superar a atual crise brasileira. A função primordial da universidade é estimular o desenvolvimento de uma visão crítica e promover a articulação da comunidade acadêmica com os movimentos sociais e populares para transformar a sociedade. A avaliação foi feita pelo teólogo e professor emérito da Uerj Leonardo Boff e pelo engenheiro e professor titular da UFRJ Luiz Pinguelli Rosa, na mesa-redonda “Alternativas de desenvolvimento, o papel da universidade e os impactos da crise”, realizada no dia 19 de outubro de 2017, no campus Maracanã.

Os palestrantes traçaram um panorama da crise econômica, política e moral vivenciada no Brasil e enfatizaram a necessidade de formar uma frente social de luta que inclua a universidade. “Devemos nos indignar, mas não podemos ficar só nisso. Precisamos ter a coragem de nos articular e partir para a luta”, afirmou Leonardo Boff. Como ação imediata, Pinguelli estimulou a universidade a se unir aos movimentos sociais para paralisar o projeto de privatização do sistema energético brasileiro, iniciado com a venda de usinas hidrelétricas da Eletrobras.

 Em termos de projeto futuro, Leonardo Boff defendeu um modelo de sociedade que vise não somente o bem-estar dos seres humanos, mas de toda a comunidade viva, incluindo plantas, animais e micro-organismos. “As forças diretivas da Terra e do Universo não garantem mais o futuro do planeta. O futuro só será garantido por uma decisão política dos seres humanos. Caso contrário, iremos ao encontro do colapso do sistema vivo e da civilização”, sentenciou o teólogo, parafraseando o cosmólogo norte-americano Carl Sagan.

A mesa-redonda foi organizada pela Incubadora Tecnológica de Empreendimentos Solidários Sustentáveis (ITESS), pela Diretoria de Extensão e pela Direção-Geral. A abertura do evento foi realizada pelo diretor-geral, Carlos Henrique Figueiredo Alves, pela diretora de Extensão, Maria Alice Caggiano, e pela diretora de Administração e Planejamento, Inessa Salomão. Os palestrantes foram homenageados pelo diretor-geral com a medalha do centenário do Cefet/RJ.

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