Ir direto para menu de acessibilidade.
Página inicial > Eventos > 12/03/2020 – Seminário “Mulheres, paz e segurança: 20 anos da Resolução ONU 1325 e os 40 anos da mulher na Marinha do Brasil”
Início do conteúdo da página

12/03/2020 – Seminário “Mulheres, paz e segurança: 20 anos da Resolução ONU 1325 e os 40 anos da mulher na Marinha do Brasil”

Publicado: Quarta, 19 de Fevereiro de 2020, 18h18 | Última atualização em Quarta, 19 de Fevereiro de 2020, 18h18 | Acessos: 1484

 

 

No dia 12 de março, será realizado o seminário “Mulheres, paz e segurança”, que, este ano, tem como tema “20 anos da Resolução ONU 1325 e os 40 anos da mulher na Marinha do Brasil”. O evento será realizado no Centro de Instrução Almirante Sylvio de Camargo, na Ilha do Governador, e a Marinha disponibilizará transporte de ida e volta, coffee break e almoço para alunos de graduação, alunos de pós-graduação e servidores do Cefet/RJ interessados em participar. O ônibus sairá do campus Maracanã às 7h e tem previsão de retorno às 18h30. O encerramento do evento será às 17h.

Clique no link para preencher o formulário e se inscrever.

Em caso de dúvidas, o interessado deve entrar em contato com Jacqueline Andrade pelo e-mail O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. ou pelo telefone (21) 2566-3172.

 

Descrição do evento:

No ano em que a Marinha do Brasil comemora os 40 anos do ingresso da mulher militar em suas fileiras, o mundo se pergunta sobre a efetividade e os resultados advindos dos 20 anos da Resolução 1325. Os dois eventos se conectam e levam a diversas questões sobre os avanços e desafios que temos nos dias atuais sobre a real inclusão de mulheres e a relevância de seu papel em todos os setores da sociedade, seja em períodos de paz ou de conflito. Ou, ainda, a real igualdade em tempos de paz, buscando a diminuição da vulnerabilidade em um período de instabilidade ou conflito.

Em 31 de outubro de 2000, o Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou, por unanimidade, a Resolução 1325, reafirmando a importância da promoção da igualdade na participação das mulheres em todas as fases dos processos de construção da paz e da promoção da segurança. Tratava-se do reconhecimento dos impactos específicos que os conflitos contemporâneos e as situações de insegurança têm sobre as mulheres e meninas e dos esforços desenvolvidos para combatê-los e minimizá-los.

A Resolução, que tem por base a participação, a prevenção e a proteção, suscita pontos para reflexão. Quais resultados foram alcançados desde sua aprovação? Houve o emprego de seus princípios em áreas de conflito com a participação das tropas da ONU? Qual seria a melhor estratégia para sua aplicação nas referidas áreas? O que falta para a total implementação da Resolução 1325? Qual o papel das militares, policiais e civis nesse contexto? Quais ações estão em curso no Brasil para a concretização das metas previstas na agenda “Mulheres, paz e segurança”?

Em 1980, o Brasil aprovou a Lei nº 6.807, que criou o Corpo Auxiliar Feminino da Reserva da Marinha, com atuação prevista para a área técnica, administrativa e de saúde. Desde então, a mulher vem gradativamente assumindo posições de relevância dentro da Força e conquistando espaços que, há até bem pouco tempo, seriam impensáveis para uma militar. Como prova dessa evolução, hoje as oportunidades de ingresso, para a carreira de oficiais, se encontram em total condição de igualdade entre ambos os gêneros, assim como a participação de mulheres em missões de paz das Nações Unidas.

Dessa maneira, os 40 anos da mulher na Marinha do Brasil nos trazem alguns pontos para análise. Quais benefícios foram alcançados com a inclusão das mulheres? Quais ações estão sendo desenvolvidas para que as mulheres tenham, em suas carreiras, as mesmas oportunidades que seus colegas homens? Quais as perspectivas para as novas gerações de mulheres que pretendam ingressar na Força?

Sendo assim, o seminário buscará um maior entendimento das dinâmicas de gênero e a importância da efetiva participação das mulheres no desenvolvimento da sociedade, seja no âmbito militar, seja na sociedade civil, com foco no impacto que elas imprimem onde têm garantida sua representatividade.

 

Por: Capitã de Fragata Marcia Andrade Braga

registrado em:
Fim do conteúdo da página