Evento na Uned Nova Friburgo debate poder, discurso e corpos femininos no turismo
No dia 30 de março, encerrando o mês de conscientização sobre a violência contra a mulher, o projeto de extensão Centro de Educação e Linguagens (Celi) promoveu a roda de conversa “Poder, discurso e corpos femininos no turismo”, realizada no Auditório Saudade Braga, na Uned Nova Friburgo. Organizado pelas professoras Alessandra Spallanzani e Suzana Azevedo, o encontro reuniu estudantes, docentes e a comunidade externa em um espaço de diálogo crítico sobre as múltiplas formas de violência que atravessam as mulheres. A atividade propôs reflexões sobre como o turismo, enquanto campo social, é permeado por relações de poder que influenciam experiências, muitas vezes marcadas por objetificação e exclusão.

Da esq. para a dir., Alessandra Spallanzani (professora e organizadora do evento) e as palestrantes Dolores Affonso, Daniella Cesar e Uma Lima
Participaram, como palestrantes, Daniella Cesar, ativista social na defesa dos direitos das mulheres; Uma Lima, docente do Cefet/RJ e coordenadora do Núcleo de Gênero e Diversidade Sexual (NUGEDS) da unidade; e Dolores Affonso, professora e presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência e Doença Rara de Nova Friburgo. Durante o debate, foram abordados temas como o aumento dos casos de feminicídio nas últimas décadas e os impactos dessas questões no setor turístico. A discussão também destacou a realidade das mulheres com deficiência, evidenciando barreiras que reforçam desigualdades e invisibilizam essas mulheres tanto no mercado de trabalho quanto na vivência do turismo. O evento incluiu ainda um momento de reflexão em memória das servidoras Allane de Souza Pedrotti Matos e Layse Costa Pinheiro, enfatizando a importância do enfrentamento da violência de gênero nos espaços institucionais.
Segundo Alessandra Spallanzani, debater esse tema é fundamental, pois o turismo não é uma atividade neutra: ele produz, reproduz e também pode transformar relações sociais. O setor envolve atendimento ao público e exposição constante de corpos – especialmente os femininos – o que pode reforçar estereótipos de gênero e desigualdades. “Ao discutir essas questões, amplia-se a consciência crítica para reconhecer situações de assédio e exclusão, inclusive de mulheres com deficiência, frequentemente negligenciadas tanto no planejamento quanto na vivência turística. Além disso, compreender essas formas de violência permite uma atuação mais ética e responsável”, destacou a docente.

O diretor da Uned Nova Friburgo, Guilherme Guedes, deu as boas-vindas às convidadas e ao público presente e ressaltou a importância do evento

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