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Pós-graduação da Uned Petrópolis terá defesa sobre educação para a paz e prevenção à violência de gênero

Publicado: Quarta, 09 de Setembro de 2026, 18h38 | Última atualização em Quarta, 09 de Setembro de 2026, 18h38 | Acessos: 27

Na sexta-feira, dia 11 de setembro, às 16h30, a aluna Lorena Rodrigues da Silva Rivello, do Programa de Pós-Graduação Lato Sensu em Práticas, Linguagem e Ensino na Educação Básica, apresentará o seu trabalho de conclusão de curso. A defesa, intitulada “Educação para a paz: caminho possível de prevenção à violência de gênero”, será realizada no Salão Nobre do Cefet/RJ Petrópolis.

 

  • Resumo do trabalho

A misoginia persiste como problema social no Brasil. A cultura patriarcal, enraizada na formação histórica brasileira, sustentou a violência de gênero; ao passo que os avanços legislativos ampliaram a proteção às mulheres sem, contudo, eliminar o problema.

Nessa perspectiva, a Educação para a Paz desponta como abordagem pedagógica voltada à formação de valores de cidadania, respeito, diálogo e convivência não violenta no cotidiano escolar – ou seja: a escola pode ocupar posição estratégica para a prevenção e o enfrentamento a esse tipo de crime de ódio.

Esta pesquisa teve como objetivo analisar de que modo a Educação para a Paz pode atuar na prevenção da violência contra a mulher na educação básica. A abordagem, de natureza qualitativa, ocorreu por meio de uma revisão de literatura de artigos publicados entre 2022 e 2026, consultados nas bases de dados Lilacs, Periódicos Capes e Scielo, incluindo estudos alinhados ao tema, com foco na Educação Básica.

A pesquisa evidenciou que a escola, atuando como agente de socialização, forma atitudes e valores capazes de prevenir comportamentos violentos, incidindo sobre as raízes culturais da desigualdade. As práticas de Educação para a Paz, articuladas à Base Nacional Comum Curricular (BNCC), revelaram potencial transformador, embora enfrentem desafios estruturais e de formação continuada.

Educar para a paz representa um caminho possível de prevenção à violência contra a mulher, desde que amparado por políticas consistentes, formação docente qualificada e compromisso coletivo. A escola representa, assim, espaço decisivo para romper ciclos históricos de dominação e construir relações mais justas, igualitárias e pacíficas na sociedade brasileira.

 

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