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Projeto do Cefet/RJ campus Petrópolis propõe virtualização para reduzir custos com tecnologia em escolas

Publicado: Segunda, 11 de Novembro de 2019, 11h06 | Última atualização em Segunda, 11 de Novembro de 2019, 11h10 | Acessos: 363

Vinicius Silvestre tinha uma ideia e procurou o professor Dalbert Mascarenhas para colocá-la em prática. O aluno do 8º período de Engenharia de Computação do Cefet/RJ campus Petrópolis queria trabalhar com virtualização, processo que permite que um computador faça a tarefa de dois ou mais computadores e, assim, atenda mais usuários.  Daí surgiu o projeto de extensão “Virtualização: uma solução de baixo custo para a inclusão digital em escolas”.

“Virtualização é ter um computador e fazer funcionar outro computador dentro dele. Como se fosse uma máquina funcionando dentro da outra”, explicou Vinicius. “A maior parte dos computadores hoje em dia tem uma capacidade de processamento muito maior do que a que é utilizada por uma única pessoa. Então, a gente pode pegar essa capacidade que não está sendo usada e colocar para outra pessoa usar o computador ao mesmo tempo”, complementou.

 

Vinicius Silvestre pesquisa e trabalha com virtualização no Laboratório de Redes do campus Petrópolis

 

O projeto de extensão consiste em utilizar a virtualização de recursos de tecnologia da informação com o objetivo de reduzir custos em equipamentos tecnológicos em escolas, sobretudo aquelas com baixos recursos financeiros. A partir de um mesmo CPU (sigla, em inglês, para Unidade Central de Processamento), conectado a dois ou mais monitores, teclados e mouses, pode-se gerar dois ou mais computadores. “É como se a gente estivesse criando uma imagem de um computador real. Vamos imaginar que pegamos um computador e colocamos mais um monitor, um teclado e mais um mouse. Para cada um dos usuários, se você perguntar: ‘qual de vocês está no real e qual de vocês está no virtual?’, eles não vão saber, porque está tudo virtualizado. Para eles, cada um está em um computador mesmo”, ressaltou o professor Dalbert, coordenador do projeto.

Vinicius tem apresentado a possibilidade de virtualização em escolas de Petrópolis e Valença, sua cidade natal, e se colocado à disposição para orientar as instituições interessadas em implementar o processo. “Para as escolas, eu acho que ajudaria bastante. Você pode ter uma sala de computador em um espaço bem menor do que você teria antes. E também pode atender mais alunos. Em escolas que têm um orçamento mais apertado, você abre a possibilidade para uma aula de informática, por exemplo”, destacou Vinicius.

A virtualização pode chegar a reduzir em até 60% os custos com recursos tecnológicos, segundo Vinicius. “E também tem a redução do custo de energia, porque mesmo que sejam duas pessoas usando o computador, é um mesmo computador. O consumo de energia dele não vai aumentar. Então, você economiza dinheiro na compra de equipamentos e economiza energia também”, acrescentou.

O estudante está debruçado no projeto desde abril deste ano, fazendo pesquisa e testando as possibilidades de virtualização. Como aluno, Vinicius destacou que a experiência o ajudou muito a crescer academicamente e que também tem oferecido “uma experiência de mundo real, que é a diferença entre a teoria e a prática”.

Para 2020, o professor Dalbert afirmou que pretende ampliar o projeto. “A expectativa agora é fazer o projeto na versão 2, mais maduro, e tentar atingir um maior número de escolas. E uma das coisas que nós estamos analisando são os diferentes hardwares. Pegar uma gama maior de hardwares e fazer mais testes de virtualização”, enfatizou.

As escolas interessadas em conhecer o projeto e as possibilidades de virtualização em seus ambientes podem entrar em contato pelo e-mail O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo..

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