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Pesquisadores do Cefet/RJ desenvolvem estudo sobre evolução e comportamento da pandemia do coronavírus

Publicado: Quinta, 28 de Maio de 2020, 17h13 | Última atualização em Quinta, 28 de Maio de 2020, 20h20 | Acessos: 1822

Com a proposta de auxiliar no monitoramento da pandemia do coronavírus, pesquisadores do Cefet/RJ campus Maracanã trabalham para desenvolver um estudo que simula o avanço da COVID-19. A pesquisa realiza cruzamento de dados obtidos em técnicas que empregam a teoria das redes sociais, equações diferenciais ordinárias e modelos estatísticos. O trabalho é realizado pelos professores Dayse Pastore, Diego Carvalho e Rafael Barbastefano e por Maria Clara Lippi, aluna de doutorado da instituição.

Por meio do sistema desenvolvido, é possível avaliar o comportamento da epidemia no curto prazo e gerar cenários de pessoas diagnosticadas com COVID-19 e o aumento da quantidade de mortes. O gráfico abaixo mostra que, no estado do Rio de Janeiro, a velocidade da evolução de casos confirmados para óbitos é maior do que em outros locais do país:

Segundo o professor Diego Carvalho, os estados estão em fases epidemiológicas diferentes e os dados variam enormemente todos os dias. “Diante desse cenário, nosso estudo permite analisar precisamente o resultado das medidas de enfrentamento à pandemia, para verificar sucessos, fracassos e indicar a necessidade da troca imediata de conduta”, explica o docente.

O professor alerta, ainda, que o modelo utilizado pela pesquisa é diferente do cenário apresentado pelo Ministério da Saúde, que considera o número de habitantes e não de doentes. No ranking divulgado pelo Ministério da Saúde, o Rio de Janeiro ocupa a quarta posição no coeficiente de mortalidade pela COVID-19, atrás dos estados do Amazonas, Pará e Ceará, com 26,7 mortes para cada 100 mil pessoas.

Contaminação dos profissionais de saúde

Outra meta dos professores envolvidos no estudo é elaborar um modelo de simulação de contágio dos profissionais de saúde em ambiente hospitalar, que considera variáveis importantes, como a disponibilidade de equipamentos de proteção individual (EPIs) e ocupação de leitos. De acordo com o Ministério da Saúde, até 14 de maio, mais de 31 mil profissionais de saúde foram infectados pelo coronavírus e há outros 200 mil casos suspeitos.

Devido à recomendação de isolamento social, as reuniões do grupo de pesquisadores do Cefet/RJ estão sendo realizadas exclusivamente on-line. A professora Dayse Pastore ressalta que as dificuldades provocadas pelo distanciamento tornam o trabalho mais cansativo, mas não menos eficaz. “Apesar da troca de conhecimento presencial ser mais ágil e dinâmica, estamos vencendo a barreira da distância com conferências realizadas pela internet. Estamos focados no nosso objetivo, que é produzir informação de qualidade para contribuir para o gerenciamento da pandemia”, relata a docente.

Para conhecer as simulações realizadas na pesquisa, acesse: https://bit.ly/cefet-covid.

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