Ir direto para menu de acessibilidade.
Página inicial > Notícias > Professores do Cefet/RJ criam central de reparos de respiradores hospitalares
Início do conteúdo da página

Professores do Cefet/RJ criam central de reparos de respiradores hospitalares

Publicado: Segunda, 11 de Maio de 2020, 18h29 | Última atualização em Terça, 12 de Maio de 2020, 16h46 | Acessos: 2587

Parte da equipe reunida. Da esq. para a dir.: Mauricio Motta, Filipe Nascimento, Carlos Travessa, Aldecir Araújo, Paulo Nascimento, Alexandre Pinhel e Júlio Santos

​Segundo dados do Departamento de Informática do SUS (DataSUS), no final de abril, 607 respiradores hospitalares estavam fora de funcionamento no estado do Rio de Janeiro, sendo 402 de unidades do SUS. Diante da urgência em viabilizar que esses equipamentos voltem à operação, 27 profissionais das áreas de Engenharia Mecânica, Elétrica, Eletrônica e Clínica, além de enfermeiros, unem esforços para montar uma central de manutenção de respiradores mecânicos no Cefet/RJ.

A iniciativa é coordenada pelo professor Mauricio Motta e irá funcionar nos laboratórios de eletricidade e fresamento do campus Maracanã. Segundo Motta, a ideia do projeto surgiu em abril, a partir do voluntariado de servidores de diferentes campi do Cefet/RJ, de membros da sociedade civil e de empresas. “Neste momento, toda a ajuda é necessária. Sabemos que os respiradores são essenciais para o suporte à vida de pacientes acometidos pela COVID-19. Com certeza, também deixaremos um legado de conhecimento para os cursos técnicos e de engenharia do Cefet/RJ”, disse o professor.

De acordo com o responsável pelo projeto, o plano inicial da equipe é receber um primeiro lote de equipamentos e realizar uma triagem baseada na complexidade do conserto, para otimizar a manutenção. O cadastro dos hospitais que necessitam enviar os respiradores com defeito está sendo feito através do aplicativo SOSTecSaúde, criado no início de abril por pesquisadores do campus Nova Iguaçu do Cefet/RJ para mapear as demandas de reparos de equipamentos hospitalares.

Mauricio Motta explica que uma das principais preocupações da equipe é garantir a proteção individual de todos os envolvidos no projeto. “O corpo docente do curso técnico em Enfermagem do campus Nova Iguaçu elaborou um procedimento de segurança para atuação dos voluntários. É importante ressaltar que os equipamentos já sairão desinfectados dos hospitais e atestados por profissional habilitado.”

O projeto encontra-se em fase de aprovação e autorização para uso do espaço pelos voluntários. A previsão é que a central inicie as atividades nas próximas semanas. Além da manutenção, a equipe pretende montar também uma central de montagem de novos respiradores a partir da impressão 3D de peças. O projeto ainda aguarda aprovação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A iniciativa tem o apoio do Clube de Engenharia, da Associação Comercial do Rio de Janeiro, do Instituto Nacional de Tecnologia, do Instituto Brasileiro de Engenharia de Custos (IBEC), da Associação Brasileira de Engenharia Clínica (ABEClin), além das empresas White Martins, Gerdau, Lancier, NTech, Furnas, entre outras.

registrado em:
Fim do conteúdo da página