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Etapas da CSS

Publicado: Quinta, 18 de Junho de 2015, 21h40 | Última atualização em Segunda, 13 de Julho de 2015, 19h30 | Acessos: 1350

a)     Formação de comissão – representação

Segundo o Portal da Coleta Seletiva Solidária, a formação da comissão ou representação da coleta seletiva é feita com a indicação de um representante responsável pela coordenação do projeto na localidade (unidade ou conjunto de unidades em um mesmo prédio ou complexo). Seguem algumas orientações para a formação das comissões:

  • sondagem/pesquisa sobre o interesse do grupo relativo ao tema e à adesão ao projeto, identificando pessoas com perfil para auxiliar na sua execução;
  • planejamento e organização de eventos de sensibilização e implantação do projeto;
  • recebimento e disseminação de informações;
  • monitoramento, avaliação e realimentação do projeto;
  • interlocução com as cooperativas ou associações de catadores;
  • interlocução junto ao Comitê Interministerial.

 

b)     Realização de diagnóstico 

De acordo com o PROGIRES (Programa de Gestão Integrada de Resíduos da UFRN) e com o Portal de Meio Ambiente, a realização do diagnóstico verifica-se por meio de nove etapas, nas quais ocorre o levantamento de dados sobre a situação da gestão dos resíduos da organização.

I – Elaboração de diagnóstico dos materiais e equipamentos geradores dos resíduos utilizados (máquinas de xerox, impressoras etc.), dos resíduos gerados na unidade, da logística do recolhimento e do envolvimento dos catadores (caso exista);

II - Levantamento da quantidade e dos tipos das impressoras utilizadas na unidade para averiguar a possibilidade de doar os cartuchos de tinta usados para os catadores;

III - Identificação do volume e dos recursos gastos na compra de materiais e na destinação dos resíduos pelo órgão;

IV - Levantamento dos principais materiais de consumo potencialmente recicláveis utilizados na unidade (papéis brancos e formulários diversos, plástico – copos descartáveis e cartuchos), lâmpadas, CDs, disquetes, sobras de obras de reforma e outros;

V - Tipos de resíduos gerados – recicláveis (escritório e copa: papel, cartucho, alumínio, vidro, plástico, lâmpadas, CDs, disquetes e sobras de reformas físicas), orgânicos e rejeitos (banheiro).

VI - Formas e locais de acondicionamento dos resíduos recicláveis e rejeitos;

VII - Fluxo e frequência do recolhimento, volume estimado por tipo (recicláveis rejeitos) e responsáveis pela coleta interna;

VIII - Destinação: para onde os resíduos são enviados e como é feita a coleta (coleta convencional da Prefeitura, catadores de rua, cooperativas, compradores de materiais recicláveis, comercialização pela própria unidade, doação a prestadores de serviços e outros);

IX - Identificação das cooperativas ou associações de catadores que atendem aos critérios estabelecidos no decreto. Sondar as cooperativas ou associações sobre o interesse/viabilidade e a capacidade de coletar os materiais selecionados.

 

Através do contato com os catadores, deve-se:

  • realizar contatos com entidades apoiadoras de catadores para identificar cooperativas ou associações;
  • selecionar cooperativa ou associação de catadores que se responsabilizará pela coleta dos materiais recicláveis; quando possível, visitá-la para conhecer a real estrutura e forma de trabalho;
  • obedecer às regras burocráticas internas dos órgãos;
  • marcar reunião com organizações de catadores;
  • apresentar o resultado do diagnóstico (plano operacional / processo);
  • estabelecer prazo para recebimento de propostas;
  • definir escolha de propostas;
  • habilitar formalmente associações e cooperativas, de acordo com o Termo de Compromisso previsto do Decreto nº 5.940/06.

 

c)     Logística

Segundo o Portal da Coleta Seletiva Solidária, a etapa de logística tem como objetivo definir estratégias e adotar providências necessárias para a implantação da coleta seletiva na organização. A comissão é orientada para priorizar o início dos trabalhos com a separação de papéis.

a)    Definição sobre os tipos de materiais recicláveis a serem selecionados, considerando:

- o diagnóstico elaborado com disponibilidades de locais de armazenamento;

- a logística de coleta possível;

- a possibilidade de absorção no mercado local (copinhos plásticos, CDs etc.);

- a capacidade da cooperativa ou associação de catadores para a coleta de determinados materiais, tendo em vista a especificidade do material ou a sua periculosidade em atenção às normas de segurança;

b)    Definição do fluxo e frequência do recolhimento dos materiais recicláveis;

c)    Definição da forma de escoamento do material reciclável;

d)    Definição de locais para disposição de coletores para recolhimento de materiais: mesas de trabalho, ilhas de impressão, máquinas xerox, recepção e copa, dentre outros locais geradores de materiais recicláveis e fluxo de pessoas;

e)    Definição de locais para armazenamento de materiais recicláveis recolhidos, separadamente, do lixo;

f)     Definição de atribuições e tarefas específicas e rotinas necessárias: quem vai fazer o quê, quando e como nas diversas etapas da operacionalização do projeto – seleção, coleta, pesagem, controles, entrega dos materiais, medição etc.;

g)    Definição de cronograma de implantação e execução;

h)    Levantamento e solicitação de materiais e equipamentos necessários para operar a coleta seletiva: sacos plásticos ou coletores em cores diferenciadas, cestas/caixas de coleta de papel, coletores de copos descartáveis; fragmentadora de papéis sigilosos, balança para pesagem do material.

 

d)     Sensibilização

De acordo com o passo a passo das etapas para a implementação da Coleta Seletiva Solidária e do Portal de Meio Ambiente, certas ações são necessárias para sensibilizar os atores envolvidos do Programa de Coleta Seletiva Solidária:

  • planejamento do evento de lançamento da coleta seletiva – tipo de evento, data, convidados, material necessário e divulgação do lançamento do projeto para público interno e externo;
  • processo de envolvimento dos servidores e funcionários da limpeza;
  • viabilização de vídeos e palestras;
  • distribuição de material de conscientização;
  • realização de concursos culturais;
  • utilização da comunicação interna como agente de sensibilização;
  • apresentação dos resultados do diagnóstico aos funcionários, reforçando a importância da implementação do projeto na unidade e buscando a sua aceitação e adesão;
  • definição de estratégias de sensibilização e mobilização da equipe interna (empregados, estagiários, prestadores de serviços, copeiras, faxineiras, porteiros, telefonistas, recepcionistas e outros);
  • solicitação de material de comunicação a ser utilizado: cartazes, folders, boletins, cartilhas, vídeos etc.;
  • realização de oficinas, palestras, mostras de vídeo, depoimentos de catadores e de funcionários de outras unidades com experiência na coleta seletiva, visitas a cooperativas de catadores e a aterros sanitários/lixões, apresentações lúdicas, divulgação na intranet, dentre outros.

 

e)     Monitoramento e avaliação do processo 

A etapa de monitoramento e avaliação do processo é considerada essencial para o bom andamento de qualquer projeto. O monitoramento possibilita a identificação de problemas, fazendo com que sejam criadas as soluções. A avaliação permite identificar pontos críticos e traz a resolução desses antes que interfiram no resultado final da implementação da Coleta Seletiva Solidária. São descritas algumas ações, segundo o Portal da Coleta Seletiva Solidária e o Portal de Meio Ambiente:

  • vistorias periódicas para verificação do cumprimento das rotinas estabelecidas para a seleção, coleta e destinação dos materiais, observando os procedimentos requeridos para garantir o sigilo dos documentos, quando for o caso, e verificando eventuais focos de desperdícios;
  • controle e registro do material selecionado e coletado;
  • divulgação dos resultados do projeto para a equipe e para o Comitê Interministerial;
  • identificação de facilitadores e “dificultadores” do processo e reformulação de estratégias, com redirecionamento das ações, quando necessário. 
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