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Histórico

Publicado: Segunda, 16 de Novembro de 2020, 20h07 | Última atualização em Segunda, 30 de Maio de 2022, 08h06 | Acessos: 384

 

 

A História de um Arquivo:

 

A construção da identidade arquivística do CEFET-RJ foi estabelecida ao longo das transformações institucionais pelas quais passou.

O Relatório Ministerial sobre a Escola de Aprendizes Artífices de 1924, diz que a Escola de Artes e Ofícios Wenceslau Braz fizera “estantes para a bibliotheca e armários para o archivo, todos em caráter definitivo” (Almeida, Miguel Calmon du Pin - Imprensa Nacional, 1928, p. 373 - grifo nosso). Esta referência, nos leva a compreensão de que, mesmo nesta fase inicial da Escola, o arquivo tinha um "lugar", um reconhecimento de sua necessidade na escola. Pode-se, inferir, não era um simples móvel, edificação, mas referia-se uma sala onde os documentos institucionais eram guardados para fins probatórios. 

Ainda, no Relatório do Ministério da Educação e Saúde - Educação e Cultura (acervo Gustavo Capanema) de 1934 sobre EWB, narra a existência de um “arquivo” no “novo prédio” da Escola Normal de Artes de Ofícios “Wenceslau Braz” (FGV/CPDOC – GC, 1934, p.41).

O arquivo ficava no 1º pavimento do edifício principal, na administração da escola, que englobava: diretoria, secretaria e arquivo. Tal fato endossa a existência de um local de preservação da documentação, assim como a preocupação com a organização e a guarda dos documentos  produzidos pela instituição. 

Nos Relatórios da Escola Técnica Nacional de 1946 e 1947-1948, diz que “... o Arquivo, principalmente, em uma Escola [...] constitui fonte de consulta de inestimável valor” (ARQGE, 1946, p. 151) e (ARQGE, 1947-19748, p. 62 - grifo nosso). 

 

Apesar do reconhecimento da importância da constituição de um arquivo, nos documentos iniciais, que relatam a formação da Escola Técnica, em diversos períodos, o “Arquivo” foi considerado um mero depósito, excluído do organograma institucional e invisível aos olhos da comunidade.  No entanto, ainda assim, esteve presente, realizando suas atividades e tentando salvaguardar a História da Escola.

Com a chegada da década 90, das arquivistas Heloísa Esser dos Reis Tiago Pereira, Maria Alice da Silva e Vera Lúcia Teixeira de Oliveira Firmo, o Arquivo Geral começou ganhar forma setorial.

Em minuta da Proposta de Organização do Arquivo Geral do CEFET-RJ, 1995, elaborado pelas três arquivistas, são descritas as condições físicas do espaço, ocupado, até então, pelo setor, subordinado na época à Prefeitura do Campus Maracanã:

“localizado no andar térreo do Bloco C, ao lado da cantina e embaixo do restaurante. A sala tem aproximadamente 13 metros de comprimento por 9 metros de largura, cinco corredores de prateleiras e uma sala anexa menor que, atualmente se encontra vazia.” (ARQGE, 1995)

Diante deste quadro, fica explícito que as condições de manutenção do acervo e trabalho das arquivistas foram comprometidas. Tanto pela proximidade do restaurante e cantina, quanto pela falta de ventilação, umidade das paredes, instalação elétrica precária, piso irregular, estantes de madeira, além de infestação de insetos. Como o local era inapropriado e não projetado para a instalação de um arquivo o peso das estantes ocasionou rachaduras no teto da sala.

Entre 1996/1997, o Arquivo Geral (ARQGE) foi transferido para o Bloco L, térreo. Segundo o servidor do ARQGE, Luiz Augusto dos Santos Vargas, que entrou na equipe em 1997, os funcionários Ary Correa e Rui Alves relataram que foram responsáveis pelo “depósito” (arquivo), até a chegada das arquivistas em 1994, desenvolvendo as atividades atribuídas a contento.

O Arquivo Geral deixou de ser subordinado à Prefeitura, no ano de 2005, passando para o Departamento de administração (DEPAD) da Diretoria de Administração e Planejamento (DIRAP). Em 2016, o Conselho Diretor aprovou o Regimento Interno do Arquivo Geral do CEFET-RJ, através da Resolução nº 03, de 01 de fevereiro de 2016. Desta forma o setor passou a integrar o organograma da instituição. A partir desse momento, o então Setor de Arquivo (ARQGE) foi desvinculado do DEPAD, subordinando-se a Direção Geral.  


O Protocolo Central, assim como o Arquivo Geral, foi subordinado a Prefeitura. Em 2005, o Protocolo passou a fazer parte do Arquivo. No entanto, no ano de 2016, foi desvinculado do Arquivo Geral e subordinado ao Departamento de Administração (DEPAD) da Diretoria de Administração e Planejamento (DIRAP). A desvinculação do DEPAD e a vinculação da Seção de Protocolo ao Arquivo Geral ocorreram através da Portaria nº 94 de 24 de janeiro de 2020.

 

O ARQGE, atualmente, continua no Bloco L, térreo, onde temos: sala principal de trabalho/acervo, duas salas anexas e uma sala de almoxarifado, localizadas no térreo. Temos, também, uma sala no Bloco D, sala D 301. A documentação está compartimentada, por falta de espaço.

Ao longo do tempo, os diversos servidores do Arquivo Geral têm lutado não apenas para conseguir um espaço físico adequado a preservação da documentação sob sua custódia, mas também , mas para que haja um reconhecimento da importância e dos benefícios do trabalho de gestão documental para a instituição como um todo.

E neste sentido, o Arquivo Geral, tem ampliado seu espaço de atuação na Escola, por meio de reuniões com diferentes setores, do fornecimento de orientações técnicas, entre outras ações, colaborando para o reconhecimento do valor dos arquivos, não apenas como um "depósito", mas como um agente de transformações

 Algumas fotos do Arquivo Geral hoje (Bloco L):


  Referências:
• ARQUIVO GERAL. Proposta de Organização do Arquivo Geral (minuta). 1995.
• FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS. CENTRO DE PESQUISA E dOCUMENTAÇÃO DE HISTÓRIA CONTEMPORÂNEA DO BRASIL (CPDOC). Arquivo Gustavo Capanema. Relatório. Referente aos terrenos das escolas de Aprendizes Artífices. 1934. P. 41;92. Disponível em: https://docvirt.com/docreader.net/DocReader.aspx?bib=ARQ_GC_G&hf=www.fgv.br&pagfis=100 Acesso: 15 Mar. 2022.
• FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS. CENTRO DE PESQUISA E DOCUMENTAÇÃO DE HISTÓRIA CONTEMPORÂNEA DO BRASIL (CPDOC).
Arquivo Gustavo Capanema. Relatório do Ministério da Educação e Saúde. DIVISAO DO ENSINO INDUSTRIAL. Histórico da Escola Normal de Artes e Ofícios Wenceslau Braz. 1934. P 41. Disponível em: https://docvirt.com/docreader.net/DocReader.aspx?bib=ARQ_GC_G&hf=www.fgv.br&pagfis=100 Acesso: 15 Mar. 2022.
• CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA. ARQUIVO GERAL. Relatório da Escola Técnica Nacional. Rio de Janeiro: ETN, 1946. 182p. P 151.
• CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA. ARQUIVO GERAL. Relatório da Escola Técnica Nacional. Rio de Janeiro: ETN, 1947-1948. 94p. P 62.
• REPOSITÓRIO INSTITUCIONAL DA UFSC- ALMEIDA, Miguel Calmon du Pin. Relatório do Ministério da Agricultura, Industria e Commercio (1924): Relatório do Serviço de Remodelação sobre a Escola de Aprendizes de Artífices. Rio de Janeiro: Imprensa Nacional, 1928. P 269- 382. Disponível em: https://repositorio.ufsc.br/xmlui/handle/123456789/182548 Acesso: 15 Mar. 2022.

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